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20/08/2014 - Juros de cartão de crédito no Brasil são um dos mais altos do mundo

Os juros do cartão de crédito não caem, mesmo com a queda da taxa básica, a Selic. Você sabia que o consumidor brasileiro paga quase 15 vezes mais juros que os europeus e os americanos?

Em 2009, Vitor Hugo Vieira pediu um empréstimo consignado de R$ 1,8 mil. O banco ofereceu um cartão de crédito com débito automático. Só que o desconto mensal era sempre do pagamento mínimo, e a dívida começou a acumular juros e mais juros.

Foram dois anos pagando R$ 120 por mês, mas ele continuava devendo. E resolveu entrar na justiça. "Eu já tinha pago mais de R$ 3 mil de uma dívida que eu fiz de R$ 1,8 mil e 30 meses depois eu continuava devendo um valor superior ao que eu tinha feito de empréstimo. A gente se vê sem saída e a única alternativa foi essa. Se não, eu estaria pagando ainda 5 anos de uma dívida que se arrastava e não acabava nunca", conta o bombeiro.

O que aconteceu com Vitor Hugo não é muito diferente do que acontece com boa parte dos brasileiros que usam cartões de credito. Os juros dos nossos cartões estão entre os maiores do mundo. A taxa média que se paga no Brasil é de 238,3% ao ano.

É muito, mas muito mais do que o cobrado em outros países. Nos nossos vizinhos, Peru, Chile e Argentina, as taxas ficam em torno dos 50% ao ano. No México, na Venezuela e na Colômbia, cerca de 30%. Nos Estados Unidos e na Europa, 16%.

Em agosto, seis em cada dez famílias brasileiras estavam endividadas. E 73% dos que tinham dívidas deviam justamente ao cartão de crédito. O Banco Central cortou os juros básicos da economia - a Selic - em 7,5% ao ano. Mas essa redução não chegou ainda ao bolso do consumidor.

"Quando ocorre essas quedas de juros, isso vale para o mercado financeiro, não impacta a vida do consumidor em geral. De todos nós, que fazemos nossas compras e, às vezes, não conseguimos pagar a fatura, precisamos parcelar, pagar o mínimo", explica Ronaldo Gotlib, consultor financeiro.

Para o consultor, os endividados devem tentar um acordo com as administradoras de cartões: "O primeiro caminho é sempre tentar conversar com a própria administradora, negociar a sua dívida, mas de forma estudada. Resolva aquela dívida e evite a próxima".


Fonte: Contraf-CUT com Bom Dia Brasil

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